Do ódio e raiva que não levam a lugar nenhum.
Das coisas tantas que, não sendo mais como eram,
nunca o foram, e estivemos sempre tão errados.
A falta de tempo,
a desorientação dos dias crescidos,
a falta da gente,
a reorientação de tanta razão e tão pouca emoção
[que o tempo era tanto emoção antigamente].
Por que mudarmos assim, pela razão,
e deixarmos de sentir o que sentíamos, que era tão nobre!
Já não sinto mais os sonhos ou os delírios,
apenas a carne dura, a poeira que irrita a pele,
o frio infernal e o calor paralisante.
Que as coisas passam tão rápido, e a gente já não está mais interessado na nossa própria preocupação já ida [ida?]
[25.10.2011]
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